Ainda há esperanças
Semana passada eu e minha mana estavamos voltando da facul. Encontramos um colega de classe, pai de família, inteligente pra caramba e que trabalha pra uma grande empresa nacional de estradas. -
O filho dele é cômico. Vira e mexe ele o leva nas aulas de sábado, por opção do moleque, que abre um livro de biologia ou história e fica lá sentado devorando a bagaça. O guri já deve ter lido mais livros do que você leu na vida, contando até os gibis da mônica na hora da necessidade.
Conversavamos sobre assuntos quaisquer que acabou nos levando ao curso da minha mana, nutrição. Ele se empolgou ao discorrer sobre um certo programa da multishow ou outro desses canais gays, que se trata de um culinário inglês que planta no quintal seu próprio rango verde orgânico, mata a faca os bichos pra comer, sem qualquer frescura, cozinha numa fogueira improvisada no quintal e um monte de outras coisas de um cara bem maluco da cabeça.
Cara, é genial. Eu queria chegar a esse ponto: matar, pescar e colher o que comesse… Mas deve ser muito cansativo e tomaria muito meu tempo. Provavelmente acabarei mesmo num apato classe média comendo lasanha de caixinha e salada banhada em agrotóxicos lotada de sal pra subir a pressão, só por desencargo de consciência.
Eis que dois dias depois, no intervalo, ele lá da primeira fileira acena pra mim na última, gesticulando que queria falar comigo. Pois bem, óbvio que estava doido pra descer e fumar um cigarro nos minutos entre os módulos, mas claro que fui de encontro dele em meia rota sem raiva mortífera.
Ele trazia consigo um embrulho caprichado, cor cinza. Pensei que fosse chocolate, mesmo eu não sendo mulher. Abriu um sorriso e me relembrou o tema daquele papo antes de me entregar o presente dedicando a minha irmã. Logo de cara estranhei, mas aceitei, claro. Abri na frente dele, depois de sua permissão.
O cara, Seu G., foi até a Nobel e comprou o livro do tal inglês pra presenteá-la. Sorri sincero, e prometi que a entrega seria feita naquela mesma noite.
Entreguei pra ela. Comentei com minha mãe.
A primeira reação de ambas foi tentar achar explicação pro ato antes mesmo de agradecer ou ficar feliz. Juro, tipo, por qual intenção ele se daria tempo pra ir numa livraria procurar um livro pra presentear alguém que mal conhece. Na hora chateei por elas pensarem assim, porque pelo pouco que o conheço vejo bastante inocência naquilo que fez. Em segundo tempo, percebi que se fosse o contrário eu também estranharia bastante a ponto de ficar com o pé atras.
Porra, incrível como a humanidade nos torna desumanos.
http://www.youtube.com/watch?v=GOvQByqZyBs
Nota – Não é Adriana Calcanhoto, e sim a ex muié do cara.
No final das contas elas concordaram que foi bacana. Ou só fingiram.
Depois faço a receita com o seguinte feijão pra você
Sei que vai adorar.
Mentira. Não vou fazer nada pra você. Odeio as pessoas, incluindo você que ainda se enquadra como animal irracional, porco de pernas.
Confissão de adolescente: ainda quero fazer algum curso básico de culinária, deve ser bacana. O problema é que já é meio gay, e os caras ficam fazendo livros com um alemão sadio na capa e páginas cor de rosa…
Enfim, faleça humanidade
Grato.


Tá voltando a ser o senhor blogueiro de sempre, brother!
Vários post´s que eu ainda não tinha lido, pois achava que essa porra era atualizada bimestralmente!
Enfim… falando em coisas gays, não o vejo há semanas. A gente bem que poderia tomar uma nesse fds…
James - 01/05/2009 às 10:13 |
Meu…é o Oliver esse cozinheiro né? Já assisti programas dele, e a vida dele é realmente uma delicia (ok…há todo um duplo sentido nesse delicia..)
Aviso que estou indo para a Escócia, morar provavelmente lá pelas highlands, comprar uma casinha na beira de uma montanha, daquelas de pedra com teto inclinado sabe? Plantar, domesticar carneirinhos peludos e que pulam pela relva, ter algumas vacas pra dar leite e carne, e só. Todo o resto eu deixarei para os meus, somente os meus livros não abro mão pq os levarei comigo.
Mayra - 01/05/2009 às 14:17 |
Zé, ainda existem boas pessoas no mundo.
_Tá, eu sei. Eu acredito em tudo q me falam_.
Mas às vezes as pessoas só precisam que acreditem um pouco nela. Enfim, já aceitou o presente. Que sua irmã possa aproveitar.
E faça seu curso sua gayxa, rs. É sempre bom trabalhar com algum tipo de arte. (Nossa, imagina quanto vc ai aprontar numa cozinha, gzuiz!!)
Bom, nós te aceitamos assim, gay e arteiro.
Relaxa.
Lih - 01/05/2009 às 23:11 |